domingo, 9 de janeiro de 2011

Crimes 'clássico' e virtual devem se juntar em 2011

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O mercado brasileiro da cibersegurança deve ganhar mais um fator de risco em 2011: o aumento da integração entre os crimes tradicionais e virtuais. As estimativas são de Dmitry Bestuzhev, pesquisador da empresa de segurança Kaspersky.

Em visita a São Paulo, Bestuzhev falou sobre um caso em que cibercriminosos usam ataques virtuais para roubar informações pessoais para, posteriormente, usá-las na falsificação e venda de passaportes. Esse tipo de crime integrado deve crescer e se popularizar em 2011 no Brasil, diz o pesquisador.

O crescimento de redes sociais alternativas ao Orkut no país também deve afetar a escolha dos principais alvos procurados pelos cibercriminosos em seus ataques. "As pessoas estão mudando de redes sociais, então os criminosos também estão mudando", afirma Bestuzhev.

Com isso, prevê o especialista, devem aumentar os ataques a redes como Facebook e Twitter no Brasil.

E esses ataques devem estar cada vez mais agressivos, focados e profissionais. Bestuzhev também prevê um maior espalhamento de botnets "caseiros" pelo país.

LINHA DO TEMPO

Analisando o comportamento dos ataques virtuais em 2010, é possível fazer uma espécie de linha do tempo que mostra alguns padrões de comportamento dos cibercriminosos. Assim, é possível saber quando estar mais atento às ameaças.

A equipe de Bestuzhev desenhou um gráfico baseado na detecção de trojans --programinhas feitos para roubar informações dos usuários-- por mês.

É possível ver, por exemplo, uma diminuição das atividades do cibercrime em períodos como as festas de fim de ano e o Carnaval, segundo o gráfico. "Depois desse período, eles começam a produzir mais códigos maliciosos", diz o pesquisador.

O espaço de tempo de maior produção de ameaças é entre junho e agosto. "É um tempo bem importante para o cibercrime, já que alguns deles [os piratas da rede] são estudantes e estão de férias nessa época do ano. Nesses meses, eles têm mais tempo para produzir código", diz Bestuzhev.

Autoria: Amanda Demetrio, em Folha.com

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