quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Brasil não é os EUA - tiroteio no Rio não pode virar argumento de comparação

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A tragédia ocorrida na escola de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, assemelha-se a muitas tragédias que já vimos ocorrer nos Estados Unidos. A mais marcante talvez seja o massacre contado no documentário Tiros em Columbine (Bowling for Columbine) do cineasta Michael Moore.

Eric Harris e Dylan Klebold, Instituto Columbine nos EUA
O que preocupa é a tendência em se comparar tais acontecimentos com o ocorrido no Rio. A verdade é que não podemos deixar isso acontecer. Muitos desses acontecimentos nos EUA tiveram como mola propulsora a forma como a mídia trata o tema, sempre com uma tendência aterrorizante e fatalista. A despeito de qualquer veredito, se cogita que os repetidos eventos em que um jovem toma armas em punho e passa a atirar em seus semelhantes, nos EUA, tenha como uma de suas causas o costume e a valorização do porte de armas por civis naquele País, conforme defendido no filme de Moore. Mas isso seria apenas um aspecto do problema, que se soma à alienação emocional sofrida por estes jovens, à desestruturação familiar e à realidade de uma sociedade malresolvida do ponto de vista moral.

A ideia aqui não é se fingir de psicológo para entender o problema, mas sim perceber que os problemas sociais nos EUA não se comparam aos problemas do Brasil.

Ainda não estão claros os motivos que fizeram Wellington, de 23 anos, invadir armado sua ex-escola (Colégio Tasso da Silveira) para atirar nos alunos, deixando, até o momento, 13 mortes confirmadas, além da sua própria morte. O rede americana CNN noticiou que ele teria deixado uma carta mencionando ser portador do vírus HIV, o que também ainda não foi devidamente esclarecido.

Enfim, talvez seja esse um crime que nunca se esclareça, mas que sirva para aumentar a nossa atenção para a importância da família na nossa vida. E que o título deste post jamais se contradiza. Assim esperamos.

Atualizações sobre o caso:



Artigo do viasdefato.com - reprodução autorizada com citação e LINK para o artigo.

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